| O poder da rotina |
Às vezes me pergunto por que o mundo se encontra nesta situação? Mas chego à conclusão de que esta pergunta é muito complexa, então vou reduzindo-a aos poucos até tomar a seguinte forma "Porque minha cidade está nesta situação?"
Então começo minha reflexão...
Aos poucos começo a lembrar da última eleição para vereador, esta mesmo do dia 05/10/08, e lembro que alguns vizinhos desdenhavam referido compromisso, haja vista o total descomprometimento dos mesmos frente esta grande responsabilidade.
Acredito que a rotina tomara conta de suas vidas...
Alguns diziam que não haviam pensado ainda em quem iriam votar (Detalhe: Era dia 04/10/2008), outros chegavam ao desplante de dizer que votariam no vereador cujo primeiro santinho encontrassem.
Penso então, como organizar um município onde os próprios moradores se mostram desinteressados pelo assunto?
O conjunto da obra é uma cidade onde a criminalidade aumentou (já é a segunda no estado), a mortalidade infantil é grande, industrias inexistem (salvo raríssimas exceções), segurança passa longe, educação pífia, a saúde beira o ridículo, dentre vários outros problemas.
Então chego a conclusão não só da segunda questão, mas também da primeira, nosso mundo nada mais é do que o resultado de nossas escolhas.
Máico Guimarães - Viamão/RS
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Maico Guimarães - RS 08/10/2008 |
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| Prefeito Reeleito em Curitiba, pede descanso. |
Após ler a Gazeta do Povo de hoje, fiquei ainda mais decepcionada com a situação da nossa política. Ao invés de retomar as atividades normais, interrompidas devido à campanha eleitoral o Prefeito Beto Richa ( PSDB ), pediu alguns dias de licença para descansar.
Ontem, o Prefeito e sua Esposa Fernanda Richa, que o acompanhou durante toda a campanha, sendo a estrela do seu programa eleitoral, embarcaram para Atlanta. A assessoria divulgou que este deve permanecer lá por volta de cinco dias.
Fico pensando, após uma longa campanha, cheia de corpo a corpo, ele realmente não precisa mais do povo. Sua aversão a pobreza parece ser tão grande, que ele escolheu Atlanta como destino do seu descanso. Porque não escolheu um lugar aqui em Curitiba? Uma chácara, ou qualquer coisa do tipo. Já era de se esperar, afinal de contas, ele e Jaime Lerner têm muitas coisas em comum. Possui um “coração curitibano”, mas Lerner casa sua filha em Nova Iorque, e Richa vai passar uns dias em Atlanta.
Nesta quarta-feira (8), seu vice, também reeleito Luciano Ducci (PSB), deve assumir a Prefeitura até segunda-feira (13).
Ao contrário do Prefeito de Uraí no interior do estado, Susumo Itimura, além de ser o representante municipal mais velho, com 90 anos não largou o gabinete para fazer campanha, já foi reeleito e diz que não tem a intenção de tirar uns dias de férias, pois segundo ele o trabalho pelo povo nunca para.
Seria interessante que os prefeitos mais novos seguissem os exemplos dos mais velhos e experientes, não é Beto Richa?
Link da reportagem sobre a viagem de Beto na gazeta:
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=815466&tit=Depois-de-vitoria-tranquila-Beto-Richa-tira-licenca-para-viajar-para-Atlanta
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Bruna Covacci - PR 08/10/2008 |
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| A vara de Murer |
O sumiço da vara da atleta brasileira Fabiana Murer não representa só a falta de organização do comitê que realiza as Olímpidas, mas sim uma total falta de estrutura de um país inteiro, maquiado porcamente para esconder seus traços mais obscuros.
Nunca, em hipótese alguma, uma organização pode perder o material de um atleta olímpico, causando-lhe transtorno, preocupação e, principalmente, prejudicando-o e banindo que o mesmo tenha o direito de competir. O mais correto seria interromper imediatamente a competição e assumir, diante dos bilhões de espectadores ao redor do mundo, o que aconteceu: "nós, os chineses, porcamente maquiados, prejudicamos diretamente a competição de um atleta, portanto, a competição não retornará até que resolvamos de forma minimamente digna o problema".
Murer ganharia o ouro? Por sua classificação anterior, dificilmente ganharia. Mas o fato de se garantir a integridade de um atleta competir é o que conta. O espírito brasileiro, que se contenta com bronzes e quarto lugares, é característico de uma república passiva, acostumada a dar e nunca receber nada em troca. O que o comitê brasileiro fez foi tão bizarro quanto o sumiço da vara: não fez nada. Se o comitê do Brasil entrasse com um recurso imediatamente após o notório acontecido, informando a organização internacional da gravidade do problema, a prova seria interrompida e, em último caso, cancelada. Mas os integrantes que formam a imensa República das Bananas não o fez. Teve receio, medo de dizer ao mundo que nós estávamos sendo lesados. Caso fosse um atleta americano ou francês, a coisa seria muito diferente.
Apenas por sermos brasileiros, temos vergonha de dizer em um evento internacional que estamos send |
tonjornalismo - SP 19/08/2008 |
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